Cães reconhecem rostos familiares em fotos

Por Ana Carolina Tatsch

Animal Cognition

Animal Cognition

Vocês acham que os cachorros são capazes de reconhecer o rosto de seus donos? Não estou falando do cheiro, nem da voz, mas da imagem do rosto mesmo.  Para responder esta questão, a equipe finlandesa da cientista Sanni Somppi, há muito interessada em cognição canina, foi pesquisar a respeito.

Já era sabido que os cães respondem a sinais faciais humanos. Contudo, a forma como esse processamento facial ocorre ainda é pouco compreendida. Mas afinal, qual é a importância disso? Bem, o reconhecimento de faces é uma importante fonte de informação para animais que possuem um comportamento social intenso.

Psicologia, Etologia, Cognição e Cães

♫ “I’ll be watching you” ♫

Em um estudo publicado na Animal Cognition (da editora alemã Springer, fator de impacto de 2,7), os animais foram submetidos a um método de rastreamento ocular*, o qual permite medir a direção e tempo de fixação dos olhos em uma imagem ou ambiente. Basicamente, os autores encontraram que todos os cães tiveram uma clara preferência por faces de outros cães e, ainda, concentraram maior atenção na região dos olhos.

Além disso, as fotos de rostos (especialmente na área dos olhos) de pessoas familiares aos cães foram mais atrativas do que as imagens de pessoas desconhecidas. Ao que tudo indica, os cães reconhecem as faces de outros cães e de humanos em fotos. E, assim como para nós, primatas, eles também utilizam os olhos como uma importante fonte de informação social.

Bacana, né? Agora não venham me dizer que “eu já sabia, porque o meu cachorro olha bem nos meus olhos…”. Depois que o estudo foi publicado, todo mundo diz que já sabia. Se bem que eu já sabia mesmo, pois os meus canis familiaris sempre me olharam com aquela cara freudiana quando a comida não é servida no horário. ¬¬

Referência

Sanni Somppi, Heini Törnqvist, Laura Hänninen, Christina M. Krause, Outi Vainio (2013). How dogs scan familiar and inverted faces: an eye movement study. Animal Cognition. DOI 10.1007/s10071-013-0713-0

* Para saber um pouco mais sobre essa técnica, este artigo pode ser uma boa fonte de informações. Mesma revista, mesma equipe. 
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